Programa abriu espaço para temática de radcoms

10/outubro/2011

Da direita pra esquerda: Marcos Veloso, Adriana Felizardo, Everaldo Salvador (entrevistado) e Dalmo Oliveira. Fotos: Fabiana Veloso

“Alô Comunidade!” é o nome do programa criado pela Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, em parceria com a ABRAÇO-PB e a Rádio Tabajara AM. Com duração de apenas uma hora, o programa vai ao ar todos os sábados, das 14 às 15 horas. Essa semana o programa foi ao ar pela primeira vez inteiramente ao vivo, sob o comando do ativista Dalmo Oliveira.

“Nossa intenção é abrir um espaço de divulgação para o movimento de radiodifusão comunitária, explorando temas que são descartados ou proibidos nas programações das rádios convencionais. Também damos um enfoque especial ao noticiário dos movimentos sociais e sindical, além de tocarmos músicas de artistas paraibanos que não têm espaço nas rádios comerciais”, detalha Dalmo.

O Alô Comunidade tem contado com o apoio de comunicadores das rádios comunitárias Diversidade (Jardim Veneza), Lagoa FM (Lagoa de Dentro), Rádio Comunitária Araçá (Mari), Rádio Comunitária São Rafael, Rádio Timbó, entre outras.

“Queremos marcar bem o padrão das rádios comunitárias, para que fique bem definido o que é e como atua uma emissora dessa catregoria”, afirma Fábio Mozart, um dos coordenadores do programa. O lucro é o padrão das rádios comerciais, onde o ouvinte é apenas um consumidor, porque não existe muito compromisso com a sociedade. “Nas comunitárias, o conselho comunitário, formado por representantes da comunidade, é quem direciona a programação segundo uma postura ética e política para a construção da cidadania e o exercício da democracia”.

O programa “Alô Comunidade!” é feito pelas diversas rádios comunitárias participantes, pretendendo ser informativo, educativo, participativo, cultural e de mobilização social. “Estamos melhorando a qualidade do programa, mesclando música com informações e entrevistas. Vamos crescer junto com as rádios comunitárias da Paraíba”, disse Marcos Veloso, um dos apresentadores.

Marcelo Ricardo auxiliando na operação de som da Tabajara AM

No primeiro programa ao vivo, Dalmo contou ainda com o apoio de MArcos Veloso, Adriana Felizardo, Marcelo Ricardo e Fabiana Veloso. “Ao vivo conseguimos dar mais interatividade ao programa, que fica com mais adrenalina. Na primeira experiência nós colocamos o músico Paulo Ró ao vivo, direto de Lucena, falando do seu novo CD, e trouxemos o sindicalista Everaldo Salvador, do SINTEF, que deu entrevista sobre a paralisação da sua categoria”, diz Oliveira.

“O fato de estarmos usando o espaço de uma emissora pública se configurou numa façanha inédita aqui na Paraíba, sinalizando para a possibilidade de mudanças na concepção de comunicação pública do Estado”, acrescenta.


Abraço 15 anos – Lutas, conquistas e desafios

25/agosto/2011

por Ismar Capistrano

Há 15 anos, em Praia Grande (SP), surgia a primeira organização nacional de rádios comunitárias. A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) nascia, em 25 de agosto de 1996, num cenário em que inexistia previsão legal dessa modalidade de serviço radiofônico. Mas milhares de emissoras abriam e fechavam constantemente reclamando o inalienável direito de liberdade de expressão. As decisões judiciais, a repressão policial, a fiscalização governamental e a aprovação de uma legislação eram as maiores preocupações da Abraço.

A lei 9.612 de radiodifusão comunitária foi aprovada dois anos depois, fruto do lobby de radiodifusores que, conseguindo restringir a potência, os canais e as formas de arrecadação dos recursos, inviabilizaram quase totalmente o serviço. Somente três anos depois começaram a ser licenciadas as primeiras emissoras. Os canais, além de terem a sobrevivência comprometida, se tornaram, segundo pesquisa de Venício A. de Lima e Cristiano Aguiar Lopes para o Instituto Projor, moeda de trocas políticas no Ministério das Comunicações, sendo denominado de o “novo coronelismo eletrônico”.

Novo tratamento
Para gerenciar os inúmeros pedidos de parlamentares federais aliados, que demoravam, em média, três anos para ser atendidos, e até de adversários, que passavam mais de cinco anos tramitando, foi instalado um programa de computador responsável por tal engenharia.

Nesse momento, ganham a cena deputados e senadores como intermediários, enfraquecendo a organização das rádios comunitárias. A corrida pelas autorizações tornou o movimento um “salve-se quem puder”. Em meio à maratona desesperada, muitas emissoras com origem em movimentos sociais históricos perderam seu espaço no dial, tornando-se tão-somente memória. A conjuntura trouxe dificuldade de articulação e mobilização ao movimento.

Depois de conquistadas suas autorizações, as rádios comunitárias notaram que a vitória não estava garantida. Dificuldades de financiamento, fiscalizações arbitrárias, tratamentos injustos, sobreposição de canais e ausência de apoio governamental reacenderam o espírito da luta pela radiodifusão comunitária que, aliada à efervescência dos movimentos pela democratização da comunicação, culminou com a reivindicação pela Conferência Nacional da Comunicação (Confecom), espaço para debater e planejar as políticas públicas para área.

A Abraço se refortalece no movimento Pró-Conferência, tornando-se não só referência para as emissoras que querem divulgar suas demandas, mas como interlocutor indispensável na construção do evento.

Com a maior bancada da sociedade civil na Confecom, as rádios comunitárias, lideradas pela Abraço, expressaram seu clamor ao então presidente Lula por um novo tratamento, resultando um termo de compromisso assinado por representantes da Secretaria de Comunicação Social, Casa Civil e Ministério das Comunicações. O documento que previa alternância de canais, aumento de potência e financiamento público para as rádios comunitárias tornou-se um indicativo de luta e cobranças ao governo.

Inclusão social
Um ano após a Confecom, as rádios comunitárias reuniram-se no histórico VII Congresso Nacional, que contou com mais 300 delegados de emissoras das cinco regiões brasileiras. A anistia e reparação aos comunicadores condenados, o fundo de desenvolvimento para radiodifusão comunitária, a qualificação dos radialistas comunitários, a participação popular na gestão das emissoras e a reorganização das Abraços estaduais compuseram os principais pontos de debates.

Nesses 15 anos de existência, a Abraço avança como o único movimento de base das rádios comunitárias com abrangência nacional. É uma organização que reflete as dificuldades, contradições e êxitos da coletividade de emissoras que buscam aprofundar seus mecanismos de gestão democrática – por meio de constantes assembleias e fóruns de discussão – para consolidar as rádios comunitárias como canais de acesso público. Para isso, o Selo Abraço, que será concedido às emissoras que já cumprem esse papel social, criará referências de promoção da cidadania e participação social.

A interlocução com o governo, sempre acuado pela pressão dos grandes empresários da comunicação, e com o movimento social, nem sempre priorizando a discussão, é outro desafio que tem a Abraço não só como reflexo dos interesses das rádios comunitárias, mas dos apelos da democratização da comunicação, passo imprescindível para a inclusão social e erradicação da miséria cultural.

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fonte: http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&cont_key=722694


Rádios comunitárias poderão participar do bolo publicitário do Governo na Paraíba

25/julho/2011

por Fábio Mozart

 

A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba – Abraço/PB, pediu ao Governo Estadual através de deliberação na Conferência Estadual de Comunicação, a inclusão das rádios comunitárias e demais mídias alternativas na divisão do bolo de verbas de publicidade institucional para divulgar as políticas públicas e serviços de informação de utilidade ao cidadão. “Entendemos que a divisão deste bolo é de fundamental importância para garantir formas de sustentabilidade das rádios comunitárias. Assim, não precisarão passar o chapéu no comércio e entre seus associados”, disse o advogado João Carlos Santin, coordenador jurídico da Abraço Nacional. Até hoje, nenhum centavo da verba de publicidade foi para as 14 rádios comunitárias outorgadas na Paraíba.

 

O Coordenador Secretário da Abraço/PB, jornalista Dalmo Oliveira, informou que a entidade criou a Agência Abraço justamente para viabilizar agenciamento entre o Governo e os serviços de radiodifusão em frequencia modulada e rádios-poste. “A ideia é que a Agência seja a mediadora/captadora dos recursos da verba oficial de publicidade do Governo do Estado. Já recebi algumas consultas de agências comerciais de publicidade e estou esperando o resultado do edital do Governo estadual”, esclareceu Oliveira.

O Governo terá à disposição um volume de recursos na ordem de R$ 14 milhões, “valor muito aquém da expectativa do próprio Governo e do mercado em geral”, já que os valores para a demanda de um estado como da Paraíba é sempre acima de R$ 26 milhões.


Mulheres comunicadoras debatem mídia em JP

9/julho/2011

O evento é uma promoção da ABRAÇO-PB e reúne comunicadoras comunitárias e jornalistas o dia inteiro no auditório da PBTur. No período da manhã duas palestras iniciaram a programação. A jornalista do Jornal da Paraíba, Silvana Torquato, fez a primeira palestra sobre redes sociais. Ela trouxe dados sobre internet e dicas de usos de ferramentas como twitter e facebook.

Platéia atenta no auditório da PBTur (Foto: Dalmo Oliveira)

A professora Sandra Raquew (UFCG) fala de sua pesquisa sobre a cobertura da violência contra mulheres. Ela defende que os profissionais da imprensa precisam superar superficialidade. Diz também que segmentos sociais funcionam como “comunidades interpretativas” do jornalismo policial. Raquew diz que midia fez julgamento moral das vítimas e relata ação dos movimentos de mulheres junto à mídia. Sandra analisou notícias sobre assassinatos de Cris e Marcia, casos que foram bem cobertos pela mídia local.


ABRAÇO-PB: dez anos de luta!

6/julho/2011

Nesta manhã de quarta-feira, dia 06 de julho de 2011, a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba – ABRAÇO/PB, completa exatamente 10 anos de lutas pela democratização da comunicação, com exclusividade para as rádios comunitárias. Nesta década de existência muitas coisas aconteceram, porém, os entraves e as perseguições que as rádios comunitárias sofrem são tantos, que é como se nada tivesse sido feito. Quando a Abraço nasceu apenas uma emissora autorizada se dizia filiada. A Abraço com muitas dificuldades para articular-se levou cerca de 4 anos para regulamentar sua documentação, e hoje conta com 52 filiadas. Muitas estão no ar mais ainda sem autorização. Há pessoas que acham que um processo de autorização tramita facilmente no Ministério das Comunicações por interferência política, quando na verdade dentro do MC há vazamento de informações, pois nossas bases constantemente recebem telefonemas até com citação de sites, dizendo que é uma empresa especializada ou que tem uma pessoa que trabalhou ou tem parentes trabalhando no MC e que pode fazer o avanço na tramitação de processos. Isto significa que enfrentamos não apenas uma força política, mas uma ação criminosa dentro do MC.

Estes 10 anos merecem uma comemoração, pela coragem das verdadeiras pessoas militantes, por todas as rádios comunitárias, mesmo as não filiadas, pois cada autorização é uma vitória contra a mídia comercial que quer impedir até as rádios de caixinhas nos postes. Portanto, companheiras e companheiros, em novembro próximo, por ocasião da nossa Assembléia Geral, faremos um relato completo e as comemorações dos nossos 10 anos de existência como Abraço Paraíba. Em cada localidade deste estado, onde estiver uma rádio comunitária ou uma entidade interessada e com processo tramitando, se sinta parte deste movimento, acesse os contatos e venha ser mais forte junto conosco. A proposta não é tomar o lugar de ninguém, mas ocupar o espaço que é nosso de direito como cidadão e cidadã. Parabéns Abraço Paraíba, parabéns seus fundadores e fundadoras, parabéns a toda sua militância atual, juventude, mulheres, pessoas da cultura, da política, lideranças, técnicas e técnicos, filiadas espalhadas nas 12 Micro-Regiões do Sertão ao Litoral e demais regiões.

Sem comunicação a população não avançará na qualidade de vida e na conquista de direitos. Uma comunicação pública de qualidade é necessária. As rádios comunitárias devem ser eminentemente públicas e dirigidas pela sociedade através de suas representações organizacionais.

José Moreira da Silva

Coordenador Geral da Abraço/PB


Encontro reunirá mulheres em JP

4/julho/2011

A deputada federal Luiza Erundina será uma das palestrantes

As coordenações de Gênero e de Comunicação da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba, ABRAÇO-PB, comandadas por Mabel Dias e Fabiana Veloso, respectivamente, estão ultimando os preparativos para o I Encontro de comunicadoras comunitárias e seminário para Jornalistas, com o tema “Mulher, democratização da comunicação e controle social na Paraíba”. O evento vai ocorrer no próximo dia 09 de julho de 2011, no auditório da PBTur, na praia de Tambaú, em João Pessoa.

O encontro representa um espaço de discussão das novas tecnologias sociais, assim como um momento especial de fomento para a difusão de novos conhecimentos, visando o desenvolvimento social e comunitário através dos meios de comunicação e do fazer jornalístico, conforme o folder do evento que tem parceria da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Secretaria de Comunicação da Paraíba e Chefia de Gabinete da Prefeitura de João Pessoa

Entre as palestrantes estão a jornalista Silvana Torquato, a escritora Sandra Raquew, radialista Denise Viola, professora Ana Veloso, jornalista Bia Barbosa, jornalista Janaíne Aires e a deputada federal Luiza Erundina, da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara Federal, coordenadora da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação.

O evento marcará o lançamento do livro “Mulheres em pauta – gênero e violência na agenda midiática”, de Sandra Raquew e os dez anos da Abraço-PB. Mulheres e homens poderão participar. No entanto, cada rádio ou associação deverá ter, no mínimo, em sua comitiva duas mulheres. A participação é ilimitada para as mulheres, mas para os homens será de apenas dois por entidade. Terá almoço e o jantar para as/os comunicadoras(es) comunitárias(os) que fizerem sua inscrição. Nos intervalos haverá sorteio de brindes.

Inscrições pelo e-mail: abracoparaiba@gmail.com

Mais informações: (83) 8898 3155 e 8866 2401


CARTA DO RIO DE JANEIRO

24/maio/2011

Vejam abaixo a Carta do Rio de Janeiro, de encerramento dos trabalhos relativos a seminário realizado pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) nos dias 20 e 21 de maio de 2011, que discutiu as prioridades do movimento relativas ao marco regulatório para as comunicações.

CARTA DO RIO DE JANEIRO

Nós, militantes de entidades e movimentos sociais reunidos no seminário “Marco regulatório: propostas para uma comunicação democrática”, promovido pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, afirmamos a importância de o Governo Federal iniciar o debate público sobre um novo marco regulatório para o setor, com a apresentação de um anteprojeto de lei a ser amplamente discutido com a sociedade brasileira.

Entendemos que a sociedade já deu uma significativa contribuição ao debate com a realização da I Conferência Nacional de Comunicação, em 2009. As mais de 600 propostas ali aprovadas representam demandas de um conjunto significativo de cidadãos e cidadãs e entidades da sociedade civil, do poder público e do setor empresarial, e devem ser utilizadas como referência neste debate.

Este novo marco regulatório deve abranger todo o setor de comunicações, dando conta do processo de convergência e estabelecendo regras que afirmem a liberdade de expressão e o direito à comunicação de toda a população, buscando garantir a pluralidade e a diversidade informativa e cultural.

Entre os pontos abordados, devem estar os artigos 220, 221 e 223 da Constituição Federal, que afirmam princípios fundamentais, mas seguem até hoje sem regulamentação. Deve ser previsto um processo regulatório amplo, a ser aplicado por um órgão regulador com significativa participação social.

Destacamos que este debate não pode ser feito sem o pleno envolvimento da sociedade brasileira, representada em toda a sua diversidade. De sua parte, as entidades participantes deste seminário se colocam a tarefa de organizar suas propostas em um documento que sintetize e aprofunde as referências da I Conferência Nacional de Comunicação, a fim de compartilhar esse acúmulo com o conjunto da população.

Entendemos que, neste momento, esta é a principal tarefa posta para o Ministério das Comunicações, juntamente com políticas que garantam a universalização da banda larga, que não será feita sem a definição deste como um serviço a ser prestado em regime público.

Reafirmamos que o amplo debate público de texto apresentado pelo Executivo, por meio de consultas e audiências públicas, permitirá o aperfeiçoamento da proposta, que chegará ao Congresso Nacional amadurecida para discussão e aprovação pelo Legislativo.
Rio de Janeiro, 21 de maio de 2011
Entidades participantes do seminário:

Associação Mundial das Rádios Comunitárias – AMARC-Brasil

Associação Nacional das Entidades de Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões (Aneate)

Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária – Abraço

Associação das Rádios Públicas do Brasil- ARPUB

Rádio UFSCar

Artigo 19

Blogueiros Progressistas – Rio

CP Rio Produções

Câmara de Vereadores de Sapiranga-RS

Campanha Ética na TV

Central Única dos Trabalhadores (CUT) Nacional

CUT-RJ

Centro de Cultura Luiz Freire / Mov Nac Direitos Humanos

Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira/SJPMRJ)

Conselho Federal de Psicologia CFP

CineBrasil TV

Ciranda Internacional da Comunicação Compartilhada (Ciranda.net)

Clube de Engenharia

Cojira-DF

Cojira-Rio/SJPMRJ

Comitê Regional pela Democratização da Comunicação do Ceará

Conselho Regional de Psicologia 14ª Região/MS

Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão – Fitert

Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)

Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União (Fenajufe)

Federação Regional das Associação de Moradores de Itaguaí /RJ

Fórum de Comunicação Democrática do Sul Fluminense

Forum Permanente de Música do Rio de Janeiro

Frente Nacional pela Valorização das TVS do Campo Público – Frenavatec

Humanitas – Direitos Humanos e Cidadania

Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – Idec

Instituto Telecom

Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social

Movimento Enraizados / Estimativa

Movimento Mega Não

Novelbiz

Núcleo de Solidariedade Técnica da UFRJ

Núcleo Piratininga de Comunicação

Partido da Cultura – PCult

Instituto Nacional de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos

Rádio Pop Goiaba

Rádio Resistência FM Comunitária

Rádio Sideral Fm 98,7

Radioclube de Queimados

Rede 3setor

Rede de Mulheres em Comunicação

Rede de Mulheres da Amarc-Brasil

Riosoft

Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do RJ

Fórum de Comunicação Democrática do Sul Fluminense

Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará – SINDJORCE

Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro

TV Comunitária de Niterói/Comunicativistas

UNIRR – União e Inclusão em Redes de Rádio


CURSOS DE RADIALISMO COMUNITÁRIO NOS IFET

7/março/2011

Redação Abraço

Sóter e Moreira (sem paletó) tiveram audiência no MEC (Foto: Arquivo ABRAÇO)

Membros da Coordenação Executiva da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária – Abraço Nacional estiveram em audiência na SETEC – Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, órgão pertencente MEC, ao qual os IFET – Instituto Federal de Educação Tecnológica, antiga Escola Técnica Federal estão vinculados. A Audiência se deu na própria Secretaria, na Esplanada dos  Ministérios,  em Brasília, na manhã do dia 01 de março. Os participantes foram os professores José Sóter, Coordenador Executivo, José Moreira Coordenador das Regionais e o advogado Joaquim Carlos Carvalho Consultor Jurídico, recebidos pelo Secretário da SETEC Eliezer Pacheco e pelo assessor Alécio.

A Abraço expôs sua história de luta em prol da sociedade, como parceira na construção e execução de políticas públicas necessárias para a melhoria da população. A SETEC na pessoa de seu secretário professor Eliezer enfatizou que realmente a população precisa de oportunidade e acesso aos meios, para poder ter acesso aos seus direitos.

Da reunião foram tirados como encaminhamentos a firmação de uma parceria forte entre a SETEC e a Abraço, reconhecendo que a entidade tem articulação em todos os estados brasileiros e tem conhecimento de causa inclusive técnico e de construção de conhecimento.

Já os Institutos Federais de Educação Tecnológica dão respostas mais rápidas para as necessidades de formação profissional e aperfeiçoamento dos conhecimentos. Assim, foi formada uma comissão paritária que elaborará um plano de trabalho capaz de solucionar linha de crédito, instalação de rádios comunitárias e educativas, cursos de radialismo comunitário inicialmente no Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Ceará e Paraíba, localidade onde a experiência já existe. Logo após o período carnavalesco a comissão se reunirá para dá os primeiros passos nas atividades da parceria.


Congresso discute futuro das RadComs em Brasília

9/dezembro/2010

Entre os dias 16 e 18 de dezembro acontece em Brasília o 6º Congresso Nacional da ABRAÇO. Esse ano a Paraíba se fará representar no evento com uma delegação de 25 ativistas da radiodifusão comunitária estadual. Veja a programação do evento abaixo:

16 DE DEZEMBRO

 

CREDENCIAMENTO – a partir das 9 h

 

14 h – aprovação do Regimento Interno e instalação da Mesa Coordenadora e a Comissão Eleitoral

15 h – Mesa sobre produção e distribuição de conteúdos – Agencia Abraço de Comunicação e MPB

16 h – Encontro Nacional dos Coletivos Estaduais de Mulheres dirigentes de Rádios Comunitárias – Cfêmea, Mara Régia, Unifem, SPM-PR, Inês Fortes, Kamayura Saldanha, Rosa Marques

17 h – Colóquios – nas tendas

1 – As radcom e a valorização da cultura local – James Gorguen – Ministério da Cultura, José Sóter – Coordenador Executivo

2 – As relações trabalhistas nas radcom – Nascimento Silva –  Fitert, Zilmara – MTE e  João Carlos Santin – Coordenação Jurídica e Estudos Sócios Econômicos,

3 – Grade de Programação: prisão ou libertação da informação e do debate para a formação da cidadania – Mara Régia, Luciano Barroso, Josué Lopes – Coordenador de Comunicação e Cultura

4 – Radcom, Software Livre e Inclusão Digital – Sepro

5 – Sustentabilidade nas radcom – Sebrae, Miro Barrios – Economia Solidária, SECOM-PR, Valdeci Borges – Coordenador de Finanças

6 – O papel do parlamento da democratização das comunicações – Dep. Luiza Erundina, Senadora Marinor Brito, Senador Randolf, Senador Walter Pinheiro, Fernando Ferro, Rômulo Gadelha – Coordenador de Relações Institucionais e Internacionais

7 – Conselho Nacional de Comunicação: seu papel para a construção de uma comunicação democrática no Brasil  – representante da Ottoni Fernandes – SECOM-PR, Octávio Pieranti – EBC, Clementino Lopes – Coordenador Regional Sul

8 – As rádios  comunitárias e os movimentos sociais –  Fitert, Fenaj, FNDC, AMARC, Intervozes – Coordenador de Relações Institucionais e Internacionais

9 – A indução do Desenvolvimento das Ciências nas ondas das Radcom – Professor Ildeu – MCT

10 – A   questão de gênero e  participação política das mulheres por meio das rádios comunitárias – UNIFEM

20 h: Solenidade de abertura

Coordenação: Comissão Organizadora Nacional – CON

Convidados: parlamentares eleitos, presidente Lula, FNDC, CUT Nacional, Fenaj, Fitert, Fenajufe, MNU, MST, Amarc, Intervozes,  Minicom, MCT, MinC, SPM-PR, Secom-PR, MDS, Secretaria Geral – PR

17 DE DEZEMBRO

 

DE 8 ÀS 12 h – credenciamento

 

9:00 h – I CONFERENCIA

Digitalização e Inovações tecnológicas para radiodifusão comunitária

Coordenação: Coordenação de Formação e Inovação Tecnológica

Convidados: Takashi, Manhães e MCT

 

10 h – II CONFERENCIA

Radcom, desenvolvimento sustentável e tecnologias sociais

Coordenação: Coordenador Jurídico e estudos sócio-econômicos

Convidados: FBB, MMA, MDS

 

11 h –  III conferencia:

Balanço dos resultados da I Confecom

Convidados: Dep. Luiza Erundina, Fitert, Fenaj, CFP, Intrevozes, Cut, Abccom

Membros da Comissão Organizadora Nacional da Confecom

 

12 h – almoço

 

13  h – IV Conferencia

Plano Nacional de Lutas 2010/2013

Coordenação:

Direção Executiva Nacional

Convidados:

Coordenadores estaduais da abraço

 

14:30 h – Grupos de Trabalho

 

16 h – Plenária Final – aprovação dos relatórios dos GTS, aprovação de moções e resoluções.

 

17 h – Apresentação ao vivo do Programa Prosa Rural

 

18 h – jantar

 

19 h – Eleição e posse da nova Direção Executiva Nacional Conselho Fiscal e Conselho e Ética

 

21:00 h – Encerramento

 

DIA 18  DEZEMBRO

 

9:00 h – Reunião da Direção Nacional Colegiada e do Coletivo Nacional de Mulheres dirigentes de Rádios Comunitárias da Abraço


5º congresso mobiliza radialistas comunitários

28/agosto/2010

Mesa de abertura com Geilsa, Moreira e Sóter (foto: Dalmo Oliveira)

por Fabiana Veloso

Ousar, resistir e transmitir, sempre! Foi com a mesma garra da frase exibida acima da mesa do V Congresso Estadual da Abraço Paraíba, que foi realizado o evento nos dias 27 e 28 deste mês, no Sintep.  Estavam representadas as rádios comunitárias Zumbi dos Palmares(Geisel-JP), Vale do Paraíba(Itabaiana),  Alquimista(Muçumago-JP),  Lagoa FM(Lagoa de Dentro), Barra FM, Mituaçu FM(Conde), São Miguel FM, Comunidade Geral FM(Guarabira), Solidariedade  FM(Serra Branca), independente do Timbó(JP), Umbu FM(Umbuzeiro), Alternativa FM(Sumé ), Diversidade FM(Jardim Veneza-JP) Voz Popular(Castelo Branco), Nossa Voz( Tavares)e Associação Difusão Comunitária Remígio.

Três mesas com os temas “Radiodifusão comunitária e democratização da comunicação no Brasil”, “movimento de RADCOMs na Paraíba pós-Confecom”, e “Gênero, igualdade racial e intolerância religiosa e a comunicação comunitária”, deram um panorama da comunicação comunitária atual aos participantes que finalizaram com as indicações de delegados para o VII Congresso Nacional.  Vinte e cinco delegados da Paraíba deverão ir para Belém , em dezembro, para, entre outras atividades, votar a nova diretoria da Abraço Nacional.  A exigência de ter no mínino oito mulheres na comitiva foi atendida.  A cota tenta garantir o maior número de participantes do gênero feminino.  É meta da Abraço-PB é também  aumentar a participação feminina na instituição, tendo em vista que na Conferência na Nacional de Comunicação era quase que total a participação de ativistas do gênero masculino. Fato que reflete o problema nas rádios comunitárias no Brasil. “ Para nós, mulheres, que somos maioria no pais, a exigência da cota e a mesa sobre gênero é apenas o ponta pé de uma mudança na mentalidade dos rádios comunicadores. Pois queremos  ocupar espaços maiores na instituição como a coordenação nacional, por exemplo, diz Mabel Dias(coordenadora de gênero na Abraço-PB).

As mesas foram compostas por José Sóter(Abraço Nacional), José Moreira( coordenador geral da Abraço-PB), Dalmo Oliveira (secretário geral da Abraço-PB), Rosa  Santos (Tavares), Geilsa Paixão(Mituaçu), Tereza Cantalice (SPM-JP), Sandra Raquew (UFCG), Verônica Lourenço (SPM-PB), Maria Marques (Grupo de Mulheres Yálodê),  Mabel  Dias (coordenadora de gênero).

Cerca de 40 pessoas participam do evento (foto: Dalmo Oliveira)

Dalmo durante momento de discussão (foto: Fabiana Veloso)

Moreira e Sóter fizeram fala sobre CONFECOM (foto: Fabiana Veloso)


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