12/Março/2009

Cavalcanti: Mais um empresário da Comunicação no Senado/foto: Portal Correio
por Gilberto Bastos (da Zumbi FM)
O senador paraibano Roberto Cavalcanti votou a favor de 30 concessões de outorgas de rádios comunitárias na Comissão de Ciência e Tecnologia, mas avisou que vai pedir vistas de todos os processos que tramitarem por aquela comissão, tratando-se de rádios desse tipo. Ele é concessionário de diversas rádios e TVs comerciais na Paraíba, e tem interesse em deter o crescimento das rádios comunitárias. O senador disse que as rádios comunitárias vêm desvirtuando sua natureza, aumentando a potência dos transmissores e veiculando mensagens comerciais, o que é proibido por lei. Cavalcante não cita nenhum exemplo de rádios comunitárias que atuam conforme denunciou. Como esse negócio de pedir vistas de processos é uma artimanha para emperrar ainda mais os mecanismos burocráticos da Justiça e em outras esferas de poder, pode-se ver que o senador Cavalcanti tem clara uma de suas missões no Senado: combater as rádios comunitárias pela protelação das outorgas. Já as rádios do senador, a maioria funciona com outorgas há muito vencidas, portanto ilegais.
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Escrito por Dalmo Oliveira
6/Março/2009

Fabiana Veloso fomenta igualdades entre gêneros/foto: Mazinho Gomes
A coordenadora de Gênero da ABRAÇO-PB, Fabiana Veloso, participa do I Encontro Paraibano de Gênero e Diversidade na Escola, DO II Seminário Paraibano de Prevenção à Violência na Escola e do I Colóquio Paraibano de estudos de Gênero, que ocorre essa semana no auditório da Estação Ciência, no Cabo Branco. “Em um dos GTs sugeri a implantação da capoeira como instrumento lúdico para trabalhar as crianças nas creches municipais (e estaduais) as questões de gênero e étnicas. Entre outras coisas, observamos que na infância o individuo se encontra na melhor fase para ser ‘implantado’ valores morais éticos”, diz a ativista. Fabiana observa que as creches públicas funcionam das 7h às 17h. “Portanto, as crianças passam lá um longo período e poderiam ter, pelo menos, uma vez na semana um contato com uma roda de capoeira. As crianças de poder aquisitivo maior, muitas vezes, têm atividades extra-escolares como natação, cursos de línguas, xadrez..Enquanto que as de poder financeiro menor não”, comenta. Ela diz que a atividade da capoeira trabalha o movimento, integração, cultura e auto-estima da criança. “Sem mencionar que a falta de conhecimento sobre as questões afro gera preconceitos e distorções. A capoeira é uma forma barata e espontânea de trabalhar tudo isso”, diz Veloso, que pretende propor um projeto de lei ao vereador Jorge Camilo sobre o tema na Câmara Municipal de João Pessoa.
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Escrito por Dalmo Oliveira