Nota de repúdio ao Correio da Paraíba

A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba – ABRAÇO-PB – vem denunciando o que considera uma campanha sistemática do jornal Correio da Paraíba contra o movimento de rádios comunitárias. Em notas disfarçadamente pagas ou em matérias da redação, como a chamada acima, o jornal manipula as informações e fabrica estereótipos negativos das emissoras de baixa potência. O jornal bate na mesma tecla de que as rádios comunitárias são ilegais, devem ser combatidas e são nocivas à sociedade. Essas “informações” sempre repetidas, com um mesmo viés, terminam se transformando num senso comum na cabeça das pessoas.

Sobre esse pretenso “esquema de pedofilia” de que são acusados os locutores de Rio Tinto, o jornal diz que pertencem à Rádio Comunitária Interação FM. Consideramos que a jornalista Cristina Fernandes não foi devidamente informada sobre a pauta que deveria cobrir. Ela desconhece o tema “rádio comunitária”, e poderia ter consultado a Abraço-PB para saber, entre outras coisas, que nem toda rádio a cabo é comunitária, nem toda rádio de baixa potência pode ser considerada comunitária e nem mesmo a totalidade das rádios que receberam outorga do Ministério das Comunicações para atuar no serviço de radiodifusão comunitária pode ser considerada realmente de cunho comunitário conforme estabelece a Lei 9.612/98.

Devemos nos lembrar que, ao apontarmos o dedo para alguém, outros três se dobram e apontam para nós mesmos. Recentemente correu o boato nos meios jornalísticos sobre um apresentador de uma rádio local, acusado de aliciar adolescentes para atos sexuais. Isso não foi notícia no jornal.

Para nós, as rádios comunitárias constituem a essência de uma radiodifusão pública, é a expressão desse segmento e estaremos trabalhando na defesa da mesma, buscando a união daqueles que se
colocam no campo de defesa desse modelo de radiodifusão, construindo uma interface que interligue os integrantes da luta para fazer uma comunicação séria no Brasil. Não podemos ser confundidos com aventureiros, mercenários e aproveitadores de qualquer espécie.

Finalmente, gostaríamos de ver o Correio da Paraíba pautando matéria sobre o trabalho social e cultural realizado pelas rádios Voz Popular, da comunidade São Rafael, Rádio Sintonia, da Ilha do Bispo, Rádio Casa Branca, de Bayeux, Rádio A Voz do Povo, de Mussumago, Rádio Diversidade do Jardim Veneza, Rádio Cactos de Mandacaru, Rádio Zumbi dos Palmares do Geisel, e outras tantas comunitárias autênticas, levando prestação de serviços como ações de saúde, projetos educacionais, de lazer e outros, para as comunidades atingidas.

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