Fausto Wolff e o diploma de jornalista

Diploma de jornalista:
“Daqui a pouco exigirão diploma para músicos, pintores, poetas,
escritores!!!”
(Fausto Wolff)

Continente – Você iniciou no jornalismo muito cedo, aprendendo no dia-a-dia
da redação. Acredita que a imprensa no Brasil melhorou, após a
obrigatoriedade do diploma?

Fausto Wolff – O diploma só deveria ser exigido para quem tem
responsabilidades sobre a vida humana: médicos, químicos, físicos,
engenheiros. O resto é ridículo. Daqui a pouco exigirão diplomas para
músicos, pintores, poetas, escritores. Além do futebol e da música, o
jornalismo era uma das poucas profissões acessíveis a um filho do
proletariado. Se houvesse exigência de diploma, eu não poderia ser
jornalista, pois só pude estudar até a segunda série ginasial. Aliás, nem
eu, nem o Jaguar, o Millôr, o Paulo Francis… Hoje, qualquer idiota, que
não serve para nada, se forma em jornalismo, e a imprensa é esta que vocês
têm aí. Vou responder da seguinte maneira: o diploma ajuda o candidato a
jornalista, mas a obrigatoriedade é ridícula e cruel, pois parte do
princípio de que só é capaz quem se formou nessas máquinas de ganhar
dinheiro e excluir o povo. Einstein não se formou em nada, e o inventor do
alfabeto era analfabeto.

Fausto Wolff em entrevista à Revista Continente, de Pernambuco,
provavelmente em 2003.
Leiam na íntegra, aqui: http://www.olobo.net/index.php?pg=artigos&artid=1037

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